A Zulk, parte 15: Reconhecimento! Melhor impossível!

A Zulk, parte 15: Reconhecimento! Melhor impossível!

A Zulk, parte 15: Reconhecimento! Melhor impossível!

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Em 2008, todas as idéias da zulk já estavam estruturadas. A técnica já estava perfeitamente alinhada. Eu já tinha sido matéria em 6 revistas nacionais de fotografia, já tinha sido o primeiro fotógrafo do Nordeste a expor na maior feira de fotografia da América Latina mostrando, justamente, tudo que eu já tinha inventado no mundo das encadernações e que nenhuma outra empresa do mundo já havia feito, mesmo sem ter nenhuma estrutura para receber nenhuma ecomenda. Eu tinha ido apenas para sentir a aprovação dos meus produtos pelo público… e melhor teria sido impossível. A zulk estava cada vez mais sólida! Só faltava um pilar, só mais um detalhe, só mais um grande reconhecimento para que eu pudesse, então, encher todos à minha volta de coragem para largar tudo e se juntarem a mim para construirmos nossa casa, nossa estrutura física (que não existia até então) e nos consolidar-mos de vez no mercado e, dessa forma, poderíamos assinar com muito mais orgulho o nome da nossa grife. E esse detalhe veio de onde eu menos esperava…

Mais ou menos em junho desse ano de 2008, através da internet, meu trabalho chegou a uma grande universidade dos Estados Unidos, que me convidou para participar de um grande evento em comemoração à América Latina. Foi em Fayetteville uma cidade universitária no Estado de Arkansas. Era um evento onde os alunos dos diversos países latino-americanos (lá parecia uma torre de babel) apresentavam algum trabalho para expor a sua cultura natal. Havia quase 10 anos que não se tinha um trabalho brasileiro por lá e, nesse ano, eu fui chamado para representar o Brasil, mostrando o estilo zulk, um estilo de fotografia criado aqui (precisamente no Nordeste, Piauí, Teresina) e, com ele, representando nosso modo de vida. Assim, eu fiz uma exposição fotográfica e ministrei algumas palestras sobre o estilo zulk para os alunos da universidade.  Ao todo, passei 40 dias por lá, fui com tudo pago, ganhei cachê em dollar e, com isso, conquistei tudo que faltava para a consolidação da zulk: um reconhecimento internacional. Acho que essa foi a primeira vez que ministrei uma palestra em minha vida e já foi há 10 mil km de casa… kkkkk… “né pouca coisa não!!!”.

Santo de casa não obra milagre!

Como sempre, o velho ditado sempre funciona. Fui reconhecido primeiramente fora do meu país, depois fora do meu Estado, para só depois as pessoas entenderem o que era a zulk e o quão grande era sua proposta e seu futuro. Muitas pessoas da minha região ao ver algo original de sua própria terra, nem imaginam o quanto é bom. Imaginam logo que não deve prestar pois não é franquia, não vem de fora, blá blá blá… e é lógico que ninguém em Teresina tem capacidade para criar nada grande. kkkkkkk (eu me acabo de rir ouvindo essas histórias)! Acontece que, só para informações de quem ainda não sabe, hoje a zulk tem tecnologia (zulkstory) que não existe nem em SP e, pelo que eu saiba, em nenhuma outra parte do mundo!

Voltando aos USA… sem falar nada de inglês e com a ajuda de pessoas especiais (Lia, Justin e Camile) me virei por lá e vivi muitas histórias. Era uma linda cidade e lá fiquei imerso na cultura norte-americana por mais de um mês e me apaixonei (acho que todo mundo devia experimentar uma nova cultura uma vez na vida, eu cresci muito). Durante a minha estada por lá, participei de dois grandes eventos importantíssimos para a cidade e até mesmo para o Estado: um jogo de futebol americano (a paixão dos brasileiros por futebol brasileiro não chega nem aos pés da paixão que o norte-americanos tem pelo seu futebol); e um dos maiores encontros de motoqueiros do país, onde mais de 200 mil apaixonados por motos invadiram a pequena cidadezinha de 60 mil habitantes e ficaram desfilando por lá. Além disso, conheci várias pessoas e até arrumei trabalho (cheguei a fotografar alguns eventos e até uma formatura, por exemplo), só não podia ganhar dinheiro por causa do visto. Mas sei que se me deixassem livre por lá, logo logo eu iria me dar muito bem.

Pois bem! De tudo isso que vivi por lá, acho que o que mais me impressionou foi ver certos costumes que nunca tinha visto aqui no Brasil e sequer imaginei que pudessem existir de verdade. Aí vi porque os Estados Unidos realmente são a maior potência do mundo e concluí que é simples e logicamente por causa das pessoas que o constroem. Desde de o início, aqueles povos se uniram para criar um lugar melhor para viver, isso vem das raízes. Ao passo que os colonizadores do Brasil vieram para cá para sugar, explorar, roubar e se dar bem. Tudo é uma questão cultural, mas afirmo com certeza que a cultura não é determinante, ela só facilita as coisas. Eu não pedi para nascer no Brasil, não posso mudar o passado e nem a cultura que nos gerou e fez com que fossemos assim, mas descobri que posso (todos nós podemos, ainda mais com ajuda uns dos outros) mudar o futuro, mudar a cultura, e criar um lugar muito e muito melhor para se viver.

Nessa minha viagem eu desejei ter nascido lá ou, já que não havia nascido, desejei me mudar para lá. Só que depois pensei que lá não é minha terra, lá não tem as pessoas que amo e isso não faria sentido, então voltei para o Brasil com um pensamento fixo, com uma força e motivação muito maior do que quando eu saí, para crescer, criar algo muito grande, espalhar as sementes da zulk por todos os cantos, as idéias, a filosofia de vida, para que um dia brote, cresça e dê frutos e assim possamos mudar a cultura, nossa cidade e nossa vidas. Esse é meu sonho utópico por trás de tudo e vou morrer tentando realizá-lo. Então, se tem alguém aí que queira um lugar melhor para viver, junte-se a mim!

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Jean Paulo Jean Paulo, um autodidata, um eterno apaixonado por tecnologia, tem na base de sua formação a psicologia de onde misturou com a fotografia, e diversas outros conhecimentos técnicos, como designer, empreendedorismo, administração, arte, teorias da aprendizagem, marketing digital e de tudo isso criou a Zulk. Hoje, alem de tudo, dedica a maior parte de sua vida a estudar filosofia, e a treinar outras pessoas pra atingir o sucesso.